-Ethale Talks 27 de Julho de 2021



Mais do que o casal, o casamento nas culturas africanas envolve as famílias

A instituição familiar tem um peso nas relações afectivas nas culturas africanas porque a união entre o homem e a mulher não se limita apenas no casal, mas envolve as famílias das duas partes, tanto que antes do matrimónio as famílias unem-se de modo a conhecer-se como forma de direcionar o destino dos seus filhos.

A posição foi defenida por Gerson Machevom filósofo e gestor de projectos num debate virtual sobre casamento e respeito pelo grupo estudos de filosofia africana e relações de género  da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) em parceria com a Ethale publishing, na sequência de debates denominada Ethale talks.

A conversa contou com a presença dos académicos Stélia Muianga e Gerson Machevo como oradores e José Castiano na moderação estes, falaram em torno do casamento num contexto africano, destacando as normas que regem esta prática nesta sociedade.

Gerson Machevo explicou que o acto de negociação entre as duas famílias é uma demonstração de valor e respeito entre os futuros cônjuges. Entre a tradição e modernidade não se pode  apenas evidenciar os valores monetários, mas sim o papel do homem e da mulher no lar pois este acto é importante na construção das sociedades o que torna o casamento um compromisso social.

Gerson Machevo partilhou o painel com filósofa e docente Stélia Muianga que referiu que o casamento tradicional africano, a exemplo do lobolo, já venceu todo o tipo de estereótipos que o envolviam, o que faz com que hoje já se pode registar mediante uma acta e presença das famílias envolvidas.

A filósofa defendeu ainda a necessidade de não abandonar o lobolo porque, pois tem valor social que deve ser compreendido e criticou o facto de se cair na crítica reducionista que considera-o compra e venda da mulher. muitas vezes apesar de associar-se à compra e venda da mulher. A filósofa disse ainda que este deve haver respeito mútuo entre os casais, mesmo que estes desempenhem papéis sociais fora das suas casas.

O debate pode visto neste link:  https://fb.watch/72p4V4Wn35/

Por- Marcela Matimbe.

 

 

 

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