
Tomás Vieira Mário é um nome amplamente reconhecido no universo da comunicação social e da literatura moçambicana. O seu percurso como jornalista e escritor insere-se na tradição que marcou as origens e o desenvolvimento da literatura moçambicana, desde os irmãos José Albasini e João Albasini, em O Brado Africano (1919–1974), onde o jornalismo e a literatura caminhavam lado a lado, numa relação profundamente marcada pela necessidade de expressão e intervenção cultural.
Ainda que em contextos e estilos diferentes, seguiram esta mesma linha importantes figuras da literatura moçambicana, como Rui de Noronha, Luís Bernardo Honwana, José Craveirinha, Albino Magaia, Calane da Silva, Leite de Vasconcelos, Heliodoro Baptista, Mia Couto, entre muitos outros.
Nascido em Inhambane, em 1959, Tomás Vieira Mário, também conhecido pelo pseudónimo Tomás Vimaró, tem o seu percurso literário e intelectual profundamente ligado ao projecto e à geração “Charrua” (1983–1986), um dos movimentos mais marcantes da renovação literária moçambicana contemporânea.