
O romance histórico “A Queda do Macombe Chipapata: Tramas e Reviravoltas” de Celestino Joanguete publicada pela Ethale Publishing está entre as dez (10) obras selecionadas a fase final da terceira edição do Prémio Literário Mia Couto, para melhor livro do ano de 2024.
Promovido pela Associação Kulemba e a Cornelder de Moçambique, o prémio pretende estimular a produção literária de qualidade em Moçambique, distinguindo as melhores obras publicadas anualmente.
“A Queda do Macombe Chipapata” é um romance histórico que acontece em Barrwe, sendo que Celestino Joanguete constrói a sua ficção carregada de enorme suspense através da narração da saga do Rei Macombe Chipapata, filho do temido Macombe, conhecido por sua crueldade e atitude hedonista. Envolvido em acordos comerciais desvantajosos com Portugal, o rei se alia ao astuto comandante Francisco da Silveira Andrade, que busca benefícios para a coroa portuguesa. Andrade manipula habilidosamente o rei, consolidando seu poder e fomentando intrigas no palácio.
A trama se intensifica com a revolta liderada pelo jovem Cambwemba, a partir do monte Tsetsera, alimentada pela crescente insatisfação dos aldeões. Trata-se de uma narrativa repleta de reviravoltas, que revela como, no jogo da política e do comércio, as tramas guiadas por interesses estrangeiros e pessoais podem levar à perda de identidades, à ganância, ao hedonismo, às intrigas, ao empobrecimento e à ditadura.
O livro “A queda do Macombe Chipapata: tramas e revoltas”, de Celestino Joanguete; é finalista na categoria de prosa, juntamente com os livros: “As origens”, de Lavimó da Verónica; “Névoa na Sala”, de Mélio Tinga; “O código das serpentes”, de Hélder Muteia; e “Última Memória. Entrevista com Sthoe”, de Lucílio Manjate.
Para a categoria de poesia, foram seleccionadas as seguintes obras: As coisas do morto, de Francisco Guita Jr.; Instalação do corpo, de Léo Cote; O pouso do casco, de Lino Mukurruza; Tocar o ser, de Sánia Iacuti; e Um umbigo arde na boca, de M. P. Bonde.